Esta mulher mostrou como é fácil manipular o corpo na internet

Amar a si próprio deveria ser a coisa mais fácil e natural do mundo, mas graças a tantos estereótipos de perfeição pregados pela mídia, gostar de si virou coisa rara.

Incomodada com essa realidade, principalmente do universo feminino, Milly Smith começou uma missão nada fácil, lembrar as mulheres que as fotos perfeitas de pessoas na internet são fora da realidade, são totalmente modificáveis e se comparar com esse tipo de fantasia é o suicídio do amor próprio e da confiança na auto imagem.

Imagem distorcida do corpo

Para relembrar as pessoas de que ninguém é perfeito como nas propaganda e perfeito mesmo é ser como é e se aceitar e amar, Milly conta  com a ajuda do Instagram. Já são mais de 140 mil seguidores na rede social. O perfil leva o nome de selfloveclubb, que em português é clube do amor próprio.

Esta semana ela colocou lado a lado duas fotos suas, uma mostrando um corpo bonito, com uma cintura fina, coberto por uma meia calça. A outra foto era também do corpo dela, agora totalmente diferente, de calcinha ela mostra alegremente a barriguinha saltada, pernas com algumas celulites, aquela imagem real que todo mundo está acostumado a ver e negar, a ver e se sentir mal, depressivo.

A ideia de Milly é justamente essa, desconstruir a imagem de perfeição pregada por uma sociedade que não é perfeita e que sofre para chegar em um padrão inalcançável.

Milly explica que o amor próprio é uma construção, e que devemos lutar para a aceitação e felicidade pelo o que somos.

“Com o ângulo da câmera e roupas eu posso fazer meu corpo virar aquilo que a sociedade vê como mais aceitável do que a foto à direita”, Milly observou na legenda. “A mídia constantemente quer que sejamos mais filtrados, posados, flexionados. O que nos deixa com vergonha, medo e ressentimento dos nossos corpos.”

Fonte: Catraca Livre