Por que as mulheres vivem mais do que os homens?

Não é segredo para ninguém que os homens têm algumas vantagens ao longo da vida. Eles, por exemplo, costumam conseguir ganhar massa muscular mais rápido, sofrem menos pressão social e contam com maior força física. No entanto, quando o assunto é a longevidade, não há dúvidas: as mulheres vivem mais do que os homens em praticamente todas as regiões do mundo.

De acordo com dados de 2016, da Organização Mundial de Saúde (OMS), a expectativa de vida dos homens ao redor do mundo é de 69,8 anos. Com relação às mulheres, essa média sobre para 73,8 anos.

No Brasil, a longevidade média para ambos os sexos é mais generosa e chega a ser uma expectativa de vida considerada acima da saudável em, pelo menos, uma década.

Por aqui, segundo o IBGE, a grande maioria dos homens brasileiros vive 71,9 anos; enquanto as mulheres vivem 79,1 anos. Ou seja, elas vivem mais 7 anos, em média.

Afinal, porque as mulheres vivem mais?

Conforme especialistas, não existe uma explicação conclusiva para essa pergunta, embora existam algumas respostas bem aceitas para ela. A primeira delas, aliás, é o fato das mulheres se cuidarem mais ao longo da vida.

De forma geral, as mulheres fumam menos, bebem menos, trabalham em serviços menos pesados, vão mais ao médico, fazem mais exames e cuidam mais da alimentação do que os homens. Resumindo, elas agridem menos seus corpos.

Violência

Outro motivo, apontado inclusive pelo próprio IBGE, é que as mortes violentas ainda atingem com mais intensidade a população masculina.

E, nesse caso, é possível incluir não somente as mortes causadas por armas de fogo, mas também os acidentes automobilísticos os incidentes causados pelo abuso de bebidas alcoólicas e outras drogas.

Em 1980, por exemplo, os brasileiros tinham até 2 vezes mais chances de morrer aos 22 anos do que as brasileiras.

Ainda de acordo com o IBGE, em 2009, essa probabilidade duplicou e as chances de falecimento antes dos 23 anos foi estimada em uma morte feminina para 4,5 mortes masculinas.

Hormônios femininos

Mas a Ciência desconfia que esses não são os únicos fatores que explicam porque as mulheres vivem mais do que os homens. Isso porque esse “fenômeno” não acontece somente com relação aos seres humanos, mas com várias outras espécies da natureza.

Por causa disso, existe a suspeita de que a diferença entre os hormônios masculinos e femininos esteja entre as causas da vantagem das mulheres no quesito longevidade.

Conforme os médicos, os hormônios femininos estrogênio e progesterona conseguem manter o sistema imunológico mais forte. O estrogênio, por exemplo, funciona como antioxidante, protegendo a mulherada dos radicais livres e neutralizando as substâncias tóxicas que estressam as células.

Além disso, ao longo da vida, a mulher sempre busca a reposição hormonal de alguma forma, o que ajuda a prevenir uma série de doenças. É por isso que além viverem mais, elas costumam ter melhor qualidade de vida do que os homens.

Hormônio masculino

A testosterona, por outro lado, teria ação negativa sobre o envelhecimento dos homens, segundo estudos. Pelo menos foi isso que os cientistas puderam observar com relação ao eunucos, homens que precisaram remover o saco escrotal, e que apresentaram uma expectativa de vida maior por suprimirem a produção do hormônio masculino.

Esse mesmo padrão, aliás, se repete na natureza. Conforme registros, os animais castrados vivem mais que os não-castrados.

A explicação mais aceita para isso, conforme especialistas da University College Londres, no Reino Unido, é que a testosterona é bastante benéfica no início da vida adulta dos homens, aumentando a produção seminal e melhorando o desempenho físico masculino.

No entanto, em longo prazo, ela promove o câncer de próstata, leva à hipertensão e à arteriosclerose.

Interessante, não? Agora, aproveitando o “puxão de orelha nos machos de plantão” para os cuidados com a saúde, todos eles deveriam ler também: Celular no bolso da frente pode deixar homens inférteis.

Fontes: Uol, Correio do Estado