Saúde

Corrimento marrom e cólica: quando pode ser gravidez?

O corrimento marrom é uma ocorrência comum, e algumas vezes, pode estar acompanhado de cólica ou outros sintomas que precisam de atenção.

O corrimento sempre foi alvo de dúvida por muitas mulheres. Isso ocorre principalmente quando surge acompanhado de sintomas, ou também um aspecto diferente. Nesse sentido, o corrimento marrom é sempre alvo de preocupação maior. Todavia, o fato dele aparecer pode ser algo simples, como um resquício de menstruação. Existe também a possibilidade dele representar que algo está errado em seu organismo. Dessa forma, o indicativo é o corrimento marrom e cólica.

No caso da menstruação, o corrimento marrom é normal. Isso acontece pelo fato de alguns coágulos surgirem até mesmo alguns dias depois do ciclo menstrual. Da mesma forma, ele também é comum após as relações, principalmente no caso de alguma irritação nas paredes vaginais. Nesse sentido, sua frequência é maior nas fases em que a região está mais sensível, como na menstruação ou na gravidez.

Por outro lado, existe também a possibilidade do corrimento marrom não ser algo comum. Assim, ele surge como um aviso para algum tipo de problema no organismo, principalmente quando dura mais de 3 dias. Ele pode indicar a presença de cistos, infecções e até mesmo alterações no colo do útero. Seja como for, quando isso acontece e ainda acompanha algum tipo de desconforto, é essencial buscar ajuda médica. Confira abaixo tudo que você precisa saber sobre corrimento marrom e cólica.

Corrimento marrom

Existem situações em que o corrimento marrom é normal e não deve ser motivo de preocupação. Por exemplo, em situações como as apresentadas a seguir:

  • Durante a adolescência;
  • Quando acontece a troca de anticoncepcional;
  • Nos primeiros dias depois de uma menstruação;
  • Em relações durante a gravidez;
  • No caso de alterações hormonais.

Todavia, caso o corrimento venha em grande quantidade, dure mais de 4 dias e também possua odor forte e irrite, a recomendação é consultar um ginecologista e tratar o problema da melhor forma possível.

Corrimento marrom e cólica

Fonte: Laboratório da Mulher

A cólica é uma situação comum na vida das mulheres que menstruam. Ela ocorre durante as contrações da parede do útero na liberação do endométrio, e surgem logo no começo da menstruação. Ela também pode surgir no final da menstruação, acompanhada do corrimento marrom. Normalmente, ele é apenas um resto de menstruação que não foi eliminado tão facilmente quanto o resto, e a cólica ajuda a estimular a expulsão.

Contudo, no caso do corrimento marrom e cólica acompanhados de cheiro ruim, é importante não ignorar os sintomas. Da mesma forma, caso isso persista por mais do que 4 dias, é essencial fazer uma avaliação. A ocorrência pode ser sinal de infecção, lesões, hímen perfurado e até mesmo um tumor no colo do útero, que é muito perigoso.

Além disso, também existe a possibilidade de uma gravidez ectópica, ou seja, quando o óvulo se instala na tuba uterina, e não no útero. Esse tipo de gravidez faz com que o embrião não se desenvolva e seja expulso do organismo.

Causas do corrimento marrom

Na maioria das vezes, o surgimento do corrimento marrom é comum. Todavia, em algumas situações, ele pode ser o indicativo de alguma doença. Alguns dos principais casos são:

1 – Doença inflamatória pélvica (DIP)

Corrimento marrom e cólica
Fonte: Clínica FGO

A DIP é uma inflamação nos genitais internos da mulher. Ela pode ser uma endometrite, salpingite ou inflamação dos ovários, por exemplo. Nesse sentido, pode acompanhar outros sintomas como febre, abscesso ovariano ou um mal estar.

O tratamento da doença inflamatória pélvica ocorre depois de realizar alguns exames para identificar o que causou o quadro. Assim, o médico deve recomendar antibióticos de uso oral, ou também em forma de pomada para introduzir na região, bem como remédios para diminuir a febre que também sirvam de anti-inflamatórios. Caso não haja melhora em 3 dias, o médico substituirá os medicamentos por outros tipos. É importante não manter relações com penetração durante o tratamento, já que no geral a doença é transmitida sexualmente.

2 – Irritação no colo do útero

Fonte: Tua Saúde

É comum que a região do colo do útero seja muito sensível, e dessa forma, situações simples acabem causando inflamações. Como por exemplo o exame papanicolau ou até mesmo o contato sexual frequente podem fazer com que ocorra irritação e, por consequência, libere corrimento marrom.

Não existe um tratamento específico para esse tipo de caso, já que a secreção não é tanta, e não estão presentes outros sintomas. Todavia, ainda é importante manter a região sempre limpa e seca, e em 2 dias o corrimento estará controlado. Além disso, também é essencial evitar o contato íntimo até que ele desapareça.

3 – Síndrome dos ovários policísticos

Fonte: Tua Saúde

No caso da síndrome dos ovários policísticos, é comum que o corrimento marrom surja pelo fato da presença do sangue. Da mesma forma, a síndrome possui outros sintomas como menstruação irregular, pelos grossos, aumento de peso e também acne. O tratamento ocorre com a pílula anticoncepcional para regular a menstruação e ainda controlar quaisquer irregularidades hormonais.

4 – Cisto no ovário

Corrimento marrom e cólica
Fonte: Clínica Viver

Um cisto no ovário pode causar sangramento tanto antes quanto depois da menstruação. Quando ele se mistura com as secreções naturais, adquire a coloração marrom. Todavia, nesse caso, existem também sintomas como a dor durante a ovulação, durante ou depois das relações, aumento de peso, dificuldade para engravidar e sangramento fora do período menstrual.

Da mesma forma, o tratamento é feito por meio da pílula anticoncepcional. Em casos mais graves, é possível que seja preciso retirar o ovário para evitar torção ou até mesmo câncer.

5 – Endometriose

Corrimento marrom e cólica
Fonte: CURA

A endometriose afeta muitas mulheres e consiste no crescimento do tecido do útero em outras regiões, como o intestino e os ovários. Os sintomas mais comuns que acompanham o quadro são o corrimento escuro, as dores intensas na região pélvica e durante relações, a menstruação de maior fluxo e até a dificuldade para urinar e defecar.

No caso da endometriose, o tratamento é específico para cada tipo de mulher. Assim, é essencial consultar um ginecologista com maior regularidade, e as opções para tratar o problema são uso de DIU, cirurgia e remédios hormonais.

6 – Infecção sexualmente transmissível

Fonte: Só Delas

Além disso, algumas infecções como a gonorreia e a clamídia, por exemplo, também podem causar corrimento marrom. Esse tipo de caso é mais frequente após relações desprotegidas. Os sintomas que acompanham a infecção são a dor ao urinar, sensação de pressão na região pélvica e sangramento durante as relações. Esse tipo de infecção só pode ser tratada por meio de antibióticos, que são recomendados por ginecologistas.

7 – Câncer no colo do útero

Fonte: Oncoguia

Por fim, o câncer no colo do útero também causa corrimento marrom e odor forte. Da mesma forma, outros sintomas que acompanham o quadro são as dores na região pélvica após contato íntimo. O tratamento só acontece após realizar exames como papanicolau e a colposcopia. Ele varia entre braquiterapia, radioterapia, conização e até mesmo cirurgia para retirada do útero, dependendo de como está o tumor.

Corrimento marrom e gravidez

Corrimento marrom e cólica
Fonte: Vix

É comum que o corrimento marrom não seja um sinal de gravidez. No início da gestação, por exemplo, é possível que a mulher apresente um pequeno corrimento rosado, que nesse caso, é apenas sinal da implantação do embrião no útero.

Todavia, no caso de mulheres que já estão grávidas e notam a saída de um líquido semelhante ao sangue de menstruação e ao corrimento marrom, é importante consultar um obstetra. Isso pode ser sinal de perda de sangue, e é essencial tomar cuidado, principalmente se vem acompanhado de mau cheiro, dores, coceira e sangramento abundante. Tal alteração pode indicar uma gravidez ectópica ou infecção.

Evitando o corrimento marrom

Fonte: Um Como

Você pode evitar o corrimento marrom e cólica ao não utilizar duchas íntimas, bem como lavando diariamente a região genital externa no banho ou após contato íntimo. Da mesma forma, dê preferência às calcinhas de algodão para que a região fique sempre seca, e evite shorts ou calças apertadas. Elas abafam o local, o que facilita a transpiração e proliferação de microrganismos responsáveis por infecções.

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