Saúde íntima feminina – Dicas de higiene e cuidados com a região íntima

É muito importante falar sobre saúde íntima feminina e esclarecer as dúvidas sobre o assunto, afim de evitar equívocos, infecções e doenças.

Infelizmente, o tema saúde íntima feminina ainda é pouco falado e discutido. Seja por um tabu ou por vergonha, não é disseminado muitas informações sobre saúde da mulher, o que gera muitas dúvidas e equívocos na hora de cuidar da saúde íntima. Contudo, isso tem mudado gradativamente e atualmente, essas questões de cuidados e higiene da região íntima da mulher tem sido colocado mais em pauta.

Mas ainda assim, existe muita desinformação sobre o assunto, principalmente sobre a forma correta de higienizar a região e evitar doenças. A frequência correta, como fazer, quais produtos usar e como agir em determinadas situações são as principais dúvidas das mulheres.

Por isso, hoje iremos falar mais sobre o assunto e aprender dicas valiosas sobre saúde íntima feminina, como higienizar e cuidar dessa região.

Saúde íntima feminina

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Alguns fatores podem fazer com que o tema saúde íntima feminina seja um tema tabu e até um tanto quanto embaraçoso. No entanto, devemos entender que o corpo da mulher é um organismo sensível, e que o suor, sangue, umidade, urina são coisas normais e naturais, que fazem parte da vida, e por isso não devem ser ignorados. Isso porque a falta de cuidado ou hábitos aparentemente inofensivos podem prejudicar a saúde íntima, resultando em desconforto e doenças.

Sendo assim, é fundamental que desde muito cedo as meninas sejam orientadas e instruídas sobre a saúde da mulher. Geralmente, as mulheres procuram um ginecologista após começar a vida sexual, no entanto, o ideal seria que isso fosse feito antes disso. Desse modo, um ginecologista poderia oferecer uma orientação técnica e precisa sobre a mudança hormonal, os métodos contraceptivos, ciclos menstruais e principalmente sobre a higiene da região íntima.

A saúde íntima feminina é determinada por vários fatores, como atividade sexual, alimentação, hormonios, o emocional e também a higiene. Tudo isso está interligado e afetam a saúde da mulher. Sendo assim, o excesso ou falta de higiene íntima, relações sexuais desprotegidas e o uso de produtos inapropriados afetam as defesas naturais da região, tornando-a mais propensa ao ataque de doenças e infecções.

Dicas de higiene da região íntima

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A higiene da região íntima é uma das principais dúvidas e preocupações das mulheres. Ela é de extrema importância e deve ser feita de forma correta para não prejudicar a saúde íntima feminina. Isso porque além de doenças e infecções, a higiene íntima incorreta pode resultar em mal cheiro, caroços inflamados na pele, e inflamação das glândulas de suor. Por isso, vamos conhecer algumas dicas de como higienizar corretamente a região íntima feminina e cuidar da saúde da mulher:

Lavar a região com água

A primeira e mais óbvia recomendação é que a região íntima deve ser lavada diariamente apenas com água e sabão neutro. Desse modo, evita desequilibrar a microbiota vaginal e a proliferação de microrganismos causadores de doenças. Dê uma atenção especial a parte externa, que contém várias “pregas” na pele e podem acumular resíduos.

Além disso, existem também os sabonetes íntimos que não alteram o pH da região e são testados ginecologicamente. Esses produtos são ótimas opções para manter a região limpa e livre de microrganismos nocivos. No entanto não devem ser utilizados toda hora, pois o excesso pode apresentar o efeito contrário. Também é muito importante evitar de aplicar esses produtos diretamente na região íntima, usando apenas para a limpeza externa. Quanto a quantidade, a recomendação é mínima, e uma boa dica é diluir o sabonete íntimo na água antes de lavar a região.

Sabonetes usados no resto do corpo, geralmente em barra devem ser evitados na região íntima. Isso porque eles costumam ter boa detergência e causam bastante espuma, e devido ao pH alcalino podem destruir a proteção natural da pele da região íntima afetando a saúde íntima feminina.

Nada de duchas vaginais

É comum ter a ideia de que quanto mais água mais limpa ficará a região. Mas isso não é exatamente benéfico para a região íntima. Sendo assim, as duchas vaginais (limpeza do canal vaginal) devem ser evitadas, uma vez que alteram o pH e a flora vaginal, deixando a vagina mais suscetível a infecções. Salvo em alguns casos especifícos em que haja infecção ou o pH esteja alterado. Mas nesses casos a ducha deve ser recomendada pelo ginecologista e sempre evitando água muito quente.

Evite o uso de lenços umedecidos ou papel higiênico perfumado

Os lenços umedecidos são muito úteis quando precisa realizar a higiene íntima fora de casa ou em emergências. Mas o fato é que esses lenços, assim como o papel higiênico perfumado devem ser evitados, sendo usados apenas em casos de muita necessidade, e ainda assim poucas vezes ao dia. Isso porque usados em excesso podem causar secura na vagina e irritações. Tudo isso contribui para eliminar a lubrificação natural da região, além de alterar o pH vaginal.

Cuidados com a saúde íntima feminina

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Além da higiene da região íntima propriamente dita, tem outros cuidados especiais que fazem toda diferença na saúde da mulher. Confira a seguir quais são:

Saúde íntima feminina na menstruação

É um tanto quanto óbvio que durante a menstruação os cuidados de higiene íntima devem ser intensificados. Isso porque a presença do sangue altera o pH vaginal e sem os devidos cuidados, pode aumentar as chances de proliferação de bactérias. Para a contenção do sangramento existem diversos métodos diferentes, como absorvente externo, interno, coletor menstrual entre outros. Independentemente do método, ele demanda trocas periódicas associadas a higienização local.

Roupa íntima de algodão

O tipo de roupa íntima também influencia diretamente na saúde íntima feminina. Dependendo do tecido pode melhorar ou piorar a ventilação na região. Os tecidos sintéticos, por exemplo, dificultam a transpiração da pele, consequentemente aumentando o acumulo de suor e tornando a região íntima mais úmida e propensa a proliferação de organismos.

Sendo assim, a melhor dica é optar por calcinhas de algodão, que além de mais confortáveis favorecem a transpiração da região, prevenindo infecções. Elas devem ser trocadas diariamente para uma melhor higiene da região. Também pode ser interessante dormir sem roupa íntima para dar mais ventilação na região, mesmo que durante a noite.

Além disso, é importante evitar usar roupas muito apertadas e protetores de calcinha, que também podem contribuir para o surgimento de infecções vaginais.

Cuidados com a depilação

A depilação é outro fator que influencia diretamente na saúde íntima da mulher. A depilação total favorece o crescimento de microrganismo nocivos, causados de corrimento vaginal e aumentam as chances de doenças. Além disso, a depilação com gilete e outros métodos também destroem a camada protetora da pele e reduzem a lubrificação natural da região.

Sendo assim, não é como se a depilação estivesse proibida. Não é isso, mas é preciso tomar alguns cuidados e evitar excessos. Usar a gilete mais de 3 vezes por semana não é recomendado já que pode causar muita irritação na pele.

Higiene pós relação sexual

Após a relação sexual é muito importante que se faça uma boa higiene, afim de evitar infecções e doenças e cuidar da saúde íntima feminina. Logo após o contato íntimo, é recomendado urinar em seguida lavar a região abundantemente com água e um pouco de sabonete íntimo. Feito isso, secar bem a região e trocar a calcinha ou protetor diário.

Para quem tem o costume de usar lubrificantes nas relações sexuais, é importante evitar aqueles com óleo e silicone na composição, já que são mais difíceis de sair e podem prejudicar a flora vaginal.

Além disso, a mulher deve ficar muito atenta ao aparecimento de qualquer alteração na região. Tais como corrimento com cheiro forte, coloração amarela ou verde, bem como coceira ou ardor ao urinar. Nesses casos, deve-se procurar um ginecologista, já que pode ser indício de uma infecção urinária.

Enfim, o que você achou dessa matéria? Aliás, aproveite para conferir também Exames ginecológicos – Quais são e para que servem.

Fontes: Tua Saúde Oswaldo Cruz eCycle

Imagens: Fidelitá Unick Beauty 4 All Clínica Zlotnik


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