Laser de díodo: porque se tornou o favorito das clínicas e da sua pele

Entenda como funciona o laser de díodo, suas diferenças para outras tecnologias e o que avaliar antes de escolher sua clínica de depilação.

Nem todo o laser é igual. Embora várias tecnologias sejam usadas para reduzir o crescimento dos pelos, o laser de díodo tornou-se uma das opções mais comuns nas clínicas de depilação, principalmente pela versatilidade, rapidez e possibilidade de ajustar o tratamento a diferentes características de pele e pelo.

Antes de marcar a primeira sessão, vale a pena perceber as diferenças entre díodo, alexandrite, Nd:YAG e luz pulsada — e confirmar se a clínica utiliza realmente o equipamento anunciado.

O que é o laser de díodo e porque nem todo o laser é igual

A depilação a laser funciona através da emissão de energia luminosa que é absorvida principalmente pela melanina presente no pelo. Essa energia transforma-se em calor e atinge estruturas associadas ao folículo piloso, reduzindo progressivamente a sua capacidade de produzir novos pelos.

O laser de díodo utiliza semicondutores para produzir um comprimento de onda específico. Equipamentos utilizados para depilação trabalham frequentemente na ordem dos 800 nm, embora existam variações conforme o aparelho, e o díodo está entre as tecnologias associadas à redução prolongada dos pelos após sessões repetidas.

É justamente aqui que surge uma diferença importante: laser não é sinónimo de qualquer aparelho que emita luz.

Alexandrite, díodo e Nd:YAG utilizam comprimentos de onda específicos. Já a IPL, sigla de luz intensa pulsada, emite um espectro mais amplo de luz. Por isso, embora ambos possam ser utilizados para depilação, não são exatamente a mesma tecnologia.

Porque é que o díodo se tornou o equipamento padrão das clínicas

A escolha do equipamento deve considerar sobretudo o fotótipo, a cor e espessura do pelo, a área tratada e os parâmetros utilizados pelo profissional.

O díodo, porém, oferece uma combinação que interessa particularmente às clínicas: consegue trabalhar de forma relativamente rápida em áreas extensas e possui parâmetros ajustáveis para diferentes perfis de tratamento.

Outro ponto importante é o sistema de arrefecimento presente em muitos equipamentos atuais. O objetivo é reduzir o aquecimento da superfície da pele e tornar a aplicação mais confortável.

Isso não significa que a sessão seja completamente indolor. A sensação varia bastante conforme a área, quantidade e espessura dos pelos, sensibilidade individual e potência utilizada. Muitas pessoas descrevem pequenos impulsos de calor ou picadas rápidas.

Díodo, alexandrite, Nd:YAG e luz pulsada: qual é a diferença, afinal

Os nomes parecem complicados, mas a lógica pode ser resumida de forma relativamente simples.

Laser de díodo: costuma oferecer um bom equilíbrio entre profundidade de atuação, velocidade e possibilidade de ajuste a diferentes fotótipos. É bastante utilizado em áreas corporais extensas, como pernas, costas e braços.

Alexandrite: trabalha normalmente com comprimento de onda de aproximadamente 755 nm. Tem elevada absorção pela melanina e pode apresentar bons resultados principalmente quando existe bastante contraste entre pele clara e pelo escuro.

Nd:YAG: utiliza um comprimento de onda mais longo, normalmente 1064 nm. Essa característica faz com que seja frequentemente considerado uma opção interessante para fotótipos mais escuros, porque existe menor absorção da energia pela melanina superficial da pele.

IPL: não é tecnicamente um laser. A luz intensa pulsada trabalha com vários comprimentos de onda e também pode ser usada para reduzir pelos. Existem ainda aparelhos domésticos baseados nessa tecnologia, mas a potência e os parâmetros são diferentes dos equipamentos profissionais.

Na prática, não se deve escolher uma clínica apenas porque utiliza uma determinada palavra na publicidade. O tipo de equipamento precisa de ser compatível com a pele, com o pelo e com uma avaliação adequada.

Como é uma sessão de depilação com laser de díodo

A primeira etapa deveria ser uma avaliação. É nesse momento que são analisados fotótipo, espessura dos pelos, região a tratar, histórico da pele e possíveis fatores que possam interferir no procedimento.

Na sessão, a ponteira do equipamento é aplicada sobre a pele enquanto são realizados os disparos ou movimentos contínuos, dependendo da tecnologia utilizada pelo aparelho.

Áreas pequenas, como axilas, podem ser tratadas rapidamente. Pernas completas e zonas mais extensas naturalmente demoram mais. Não existe um tempo universal, porque a duração depende do tamanho da área, do equipamento e da técnica utilizada.

Também não existe um número exato de sessões que funcione para todas as pessoas. Isso acontece porque o laser atua melhor nos pelos que estão numa determinada fase do ciclo de crescimento. Como nem todos entram nessa fase simultaneamente, são necessárias sessões repetidas e espaçadas — e é por isso que tratamentos sucessivos apresentam resultados superiores a aplicações isoladas.

Além disso, o objetivo mais rigoroso é falar em redução prolongada dos pelos, e não prometer que absolutamente todos desaparecerão para sempre. Os resultados variam de pessoa para pessoa, conforme a tecnologia e as características individuais.

O que verificar antes de escolher uma clínica

Preço e localização contam, mas não deveriam ser os únicos critérios.

Pergunte qual é a tecnologia utilizada e, se tiver dúvidas, peça para ver o equipamento. Confirme se é realmente laser de díodo ou IPL. Também vale perguntar se os parâmetros são definidos individualmente conforme o fotótipo e as características dos pelos.

Observe ainda se existe uma avaliação prévia e se a clínica pergunta sobre medicamentos, exposição solar recente e características da pele.

Outro bom indicador é a transparência sobre valores e condições. No caso da Depilação a laser de díodo com Láserum, por exemplo, o próprio site apresenta a tecnologia utilizada e os preços de diferentes zonas antes da marcação. Atualmente, a rede informa sessões femininas a partir de 6 euros e disponibiliza tabelas de preços para zonas individuais e combinadas.

Desconfie especialmente de promessas como “resultado definitivo em poucas sessões” ou de uma quantidade fechada de sessões apresentada antes mesmo de qualquer avaliação.

O laser de díodo tornou-se popular porque reúne características interessantes para clínicas e clientes, mas o equipamento é apenas uma parte do tratamento. Avaliação adequada, parâmetros corretamente definidos e acompanhamento profissional continuam a fazer diferença tanto no resultado como na segurança.

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