Casos em que a mulher acha não ter risco de engravidar, mas está errada

Você já deve ter ouvido por aí que é melhor “prevenir que remediar”, não é mesmo? Quando o assunto é gravidez, esse ditado deve ser levado a sério, especialmente se seu desejo não é ter um bebê no momento.

Isso porque é comum as pessoas acreditarem em alguns mitos sobre métodos e períodos do ciclo reprodutivo que poderiam reduzir ou cortar o risco de engravidar.

No entanto, como explicou o ginecologista e obstetra José Bento (comentarista do programa Bem Estar, da Rede Globo) em entrevista ao Vix, grande parte dessas crenças acabam falhando e causando uma gravidez indesejada ou não planejada.

O mais interessante de tudo, como você vai ver, é que as situações descritas abaixo fazem ou fizeram parte da vida e das crenças de muitas de nós. Por exemplo, se você acha que durante a menstruação não existe risco de engravidar, você está completamente enganada!

Abaixo, como você vai ver, o médico listou outros fatores que podem fazer uma mulher engravidar sem querer e o por quê desses métodos e crenças serem uma furada.

Confira 4 casos que parecem seguros, mas nos quais existe o risco de engravidar:

1. Durante a menstruação

Sim, a mulher corre o risco de engravidar durante a menstruação, embora seja raro. O que acontece é que, mesmo sem a ovulação durante o sangramento, algumas mulheres com ciclo menstrual irregular liberam óvulo pouco depois da menstruação.

Como o espermatozoide pode sobreviver por até três dias armazenado no aparelho reprodutor da mulher, quando os óvulos amadurecem, pode ocorrer a fecundação.

Por isso, se você não quer engravidar, é melhor se prevenir mesmo durante a menstruação.

2. Durante a amamentação

No período em que a mulher amamenta seu bebê, ela libera o hormônio chamado prolactina. Ele é responsável por estimular a produção de leite e acaba inibindo também a ovulação e a menstruação. No entanto, o risco de engravidar não é completamente neutralizado devido às mudanças hormonais no organismo feminino e ainda à frequência da amamentação.

O que costuma acontecer é que o óvulo pode ser liberado antes da menstruação e a mulher pode acabar engravidando por não perceber que está fértil ou por achar que nesse período não há risco de engravidar.

Conforme os médicos, se você não quer engravidar tão rápido, o mais recomendado é usar algum método anticoncepcional indicado para esse período de 15 dias depois do parto. Isso vai garantir que o contraceptivo já esteja agindo no corpo após o resguardo.

3. Coito interrompido

Sabe aquela velha prática de tirar antes do final feliz? Pois é, ela também é perigosa para quem não quer ter um bebê. Isso porque o líquido liberado pelo homem antes mesmo do clímax também pode conter uma pequena quantidade de espermatozoides.

Além disso, é preciso levar em consideração que existe o risco do parceiro não conseguir interromper o ato antes de finalizar.

4. Tabelinha

Em pleno século 21, a tabelinha ainda conta com adeptos. No entanto, o método é um dos que mais representam risco de engravidar de forma inesperada.

Na teoria, a eficácia da tabelinha é de 97%, mas se seguida muito corretamente. O problema disso é que nem todo ciclo menstrual é regular e diversos fatores podem alterar a data da ovulação.

E você, confia ou já confiou em algum desses “métodos” considerados seguros? Conhece alguém que tenha engravidado por algum desses descuidos? Não deixe de  comentar!

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Fonte: Vix