Saúde

Doença do silicone, o que é? Prevenção e tratamentos

A doença do silicone é autoimune, podendo surgir imediatamente ou anos após o implante. Há tratamentos ou procedimentos cirúrgicos.

Atualizado em 24/08/2020

Procedimentos cirúrgicos estéticos, como qualquer outro tipo de cirurgia, envolvem riscos. Não poderia ser diferente quando falamos do implante mamário. Esse tipo de procedimento pode gerar consequências na vida da mulher, como, por exemplo, a doença do silicone.

Atualmente, essa complicação vêm sendo bastante discutida. Consequentemente, após se informar sobre os casos, muitas mulheres desistem da operação e aceitam os seus seios naturais.

Do ano 2000 para cá, aumentou o número de mulheres que recorrem ao silicone para entrar no padrão de beleza. O que muitas delas não sabem, é que o organismo pode rejeitar objetos externos implantados ao corpo.

Enfim, 60,3% das mulheres procuram o método para fins estéticos, e não em casos de saúde. Essas mulheres ignoram o risco, optando pela estética antes da saúde.

Padrão de beleza

R7

O padrão de beleza, imposto socialmente, muda de região para região, como também com o passar do tempo. Apesar disso, em qualquer tempo ou espaço geográfico, ele define o que é “bonito” diante os olhos da maioria.

Durante muitos anos, a mulher magra e com seios grandes foi o perfil perfeito para a moda ocidental. Apesar das mudanças sofridas no decorrer do tempo, ter grandes seios ainda é motivo de aceitação social.

Consequentemente, muitas mulheres recorrem a mudança corporal para se enquadrar dentro de tais padrões sociais. Para a medicina estética, basta um corte aqui, outro ali, um implante, e pronto!

Parece simples, no entanto, não é bem assim que funciona. Alterações físicas via procedimentos cirúrgicos podem gerar riscos à saúde. O maior exemplo é a doença do silicone, ou síndrome ASIA, que é o tema desse artigo.

O que é a doença do silicone?

Taty Alencar

Primeiramente, os registros de mulheres que adotaram o implante e sentiram-se mal é grande. Apesar disso, a Sociedade dos Cirurgiões Plásticos ainda não aceitaram a associação dos sintomas com o implante, mesmo com muitos indícios.

Em resumo, a síndrome ASIA é uma doença inflamatória e autoimune. Ela é causada pela indução de elementos que estimulam os anticorpos de pacientes, geneticamente propensos a terem doenças autoimunes, a atacar o próprio organismo.

Algumas mulheres conseguem superar a doença e acabam se curando. Apesar disso, 50% dos casos só são resolvidos com uma nova intervenção cirúrgica.

Malene El Rafaey foi uma das vítimas da doença do silicone. A modelo viu a doença se manisfestar seis anos após o implante mamário. Seus relatos revelam que quando surgiram os sintomas, ela desenvolveu sérias alergias e quase não conseguiu levantar da cama.

Sintomas da síndrome ASIA

BBC News

Antes de mais nada, vamos compreender quais são os sintomas ligados ao fato de que tem algo errado com o implante. Muitas vezes, estes casos podem ter autodiagnóstico em casa. Apesar disso, o ideal é consultar o médico imediatamente ao primeiro sinal.

A princípio, fique atenta se houver frequentes dores na região peitoral e se sentir muito cansaço, pois os sinais podem estar relacionados a doença do silicone.

Além disso, alterações do sono, perda de cabelo, calafrios, perda da memória e sensibilidade a luz são indicativos que apontam para a síndrome de Asia.

Nos casos mais graves, como o da modelo Malene El Rafaey, o corpo pode criar um certo mecanismo de defesa extrema. Em consequência disso, é possível haver o aparecimento de reações alérgicas a diversos tipo de alimentos, ambientes ou objetos.

Mesmo sem o consenso médico em relação a síndrome, o bom mesmo é ficar atenta e buscar ajuda hospitalar para avaliar o caso.

Pesquisas científicas sobre a doença

Revista Galileu

Pela recorrência do fato, unida a falta de comprovações cientificas, a síndrome Asia se tornou um desafio para os estudiosos. O foco das análises tem sido portanto o tecido conjuntivo, após a cirurgia de implante mamário. Nas constatações, estão listadas reações que podem ser geradas a partir do procedimento.

Apesar das minuciosas observações, alguns casos ficaram de fora dos resultados. As doenças neurológicas, por exemplo, os desconfortos físicos e as dores musculares foram descartadas do agrupamento de indícios de reações pós-implante.

Há boatos de que o assunto não é debatido na sociedade devido ao crescimento do mercado de implantes. É bem provável que com a explanação dos acontecimentos, a mulherada vá pensar duas vezes antes de colocar o silicone.

Sobretudo, a cirurgia é rentável para os médicos. Afinal, um procedimento de implantação da prótese pode acabar custando R$19.000,00.

Tratamentos para a doença do silicone

Silicone Center

Decerto não temos um tratamento específico para esse tipo de doença. Contudo, métodos para o alívio das dores, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida, foram criados em benefício das pacientes. A Ozonioterapia é umas dessas formas mágicas que aliviam a dor e tornam o processo mais suportável.

Por meio de aplicações de ozônio feitas por um profissional da saúde especializado é possível tratar a infecção. A terapia não é a específica para o problema, mas vem cuidando dos casos de síndrome de ASIA com excelência. Entretanto, se em todo caso não estiver surtindo efeito no tratamento o indicado mesmo é retirar as próteses mamarias.

Por fim, gostou dessa matéria sobre a doença do silicone? Então também leia O que acontece com as próteses de silicone depois da morte?

Fontes: Muitos Somos Raros, Quantum Life, Jornal de Jundiaí, Tua Saúde, BBC, Veja, Portal PebMed,

Fontes de imagens: R7, Taty Alencar, Silicone Center, BBC News, André Venturelli.