Maternidade

Trabalho do parto – O que é, estágios, dicas e curiosidades

O trabalho de parto pode ser realizado de vários formas e pode ser reconhecido quando chega o momento de dar a luz. Confira algumas dicas.

Trabalho do parto são, em resumo, séries de contrações ritmadas e progressivas do útero que de forma gradual movimentam o feto através do colo do útero e do canal vaginal para o mundo exterior.

Não acontece com todas as gestantes, mas algumas recebem um tipo de aviso que o momento de dar a luz está chegando, até 15 dias antes.

Consiste na perda do tampão mucoso, que é consistente, amarelado e pode acompanhar um pouco de sangue. É ele que, conforme, veda a comunicação do meio externo e útero, parando as bactérias. Se isso ocorrer, avise seu obstetra.

Os três estágios do trabalho do parto

Trabalho do parto - estágios, dicas e curiosidades
Imagem: Blog Microsoft Brasil

Primeiro estágio (fase inicial)

Primeiramente, a dilatação completa do colo do útero ocorre em até, aproximadamente, 10 centímetros. A fase inicial é também conhecida como latente. As contrações são inicialmente irregulares, tornando-se progressivamente mais fortes e ritmadas; o desconforto é mínimo. E o colo do útero vai afinando e abrindo em aproximadamente quatro centímetros. Ela pode dura de 8 a 20 horas na primeira gravidez e de 5 a 12 nas seguintes.

Primeiro estágio (fase ativa)

O colo do útero vai se dilatando entre quatro e dez centímetros. Afinando e retraindo até que se mescle com o restante do útero. Geralmente, a primeira parte do bebê que aparece é a cabeça. A mulher sente a necessidade de empurrar conforme o bebê vai descendo, mas isso é errado, ela deve resistir.

Caso ela comece a empurrar muito cedo, pode vir a rasgar o colo do útero, além de gastar muita energia inutilmente. Essa fase dura entre cinco e sete horas na primeira gravidez, e de duas a quatro nas gestações seguintes.

Segundo estágio

Ela acontece desde a abertura completa do colo do útero até o momento de dar luz ao bebê. Durando aproximadamente duas horas na primeira gravidez e uma hora nas outras. Pode ser que demore mais de uma hora ou mais caso a mulher tenha recebido injeção peridural ou algum medicamento que alivie a a dor. Durante esse estágio, a mulher deve empurrar.

Terceiro estágio

Ele parte do parto do bebê até a expulsão da placenta. Portanto, dura normalmente apenas alguns minutos, levando no máximo, 30 minutos.

Início do trabalho do parto

Trabalho do parto - estágios, dicas e curiosidades
Imagem: Bebê Abril

As gestantes devem saber os principais sinais que dão início ao trabalho de parto. São elas: Contrações na parte inferior do abdômen a intervalos regulares e dor nas costas. Uma mulher que tenha tido partos rápidos nas gestações anteriores deve notificar o médico logo que ela acreditar estar entrando em trabalho de parto.

Assim que as contrações na parte inferior do abdômen começarem, elas podem vir leves, irregulares e distanciadas. São semelhantes a cólicas menstruais. Com o passar do tempo, elas vão se tornando mais longas, mais fortes e mais próximas.

Essas contrações e dores nas costas podem preceder e ou virem acompanhas de outros indícios, como por exemplo, a perda do tampão. Que consiste em ser uma pequena descarga de sangue que se mistura com muco da vagina, resultando no indício do trabalho de parto estar perto de começar. Ele ocorre até 72 horas antes do início das contrações.

Ruptura da bolsa

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Imagem: Eu sem fronteiras

Enfim, tem também a ruptura das membranas. Elas são cheias de líquido que envolvem o feto e são rompidas antes do início do trabalho de parto e o líquido amniótico flui para fora através da vagina. É mais conhecido como ruptura da bolsa. Em algumas situações, isso pode ocorrer de forma prematura antes do início do parto. Algumas mulheres sentem um líquido sair rapidamente da vagina, que é seguido por vazamentos lentos e contínuos.

Caso as membranas se rompam antes do início do trabalho de parto, a mulher deve contatar o responsável pelo parto de forma imediata. É aproximado que entre 80% e 90% das mulheres que rompem as membranas antes, mas perto do final da gestação, começam o trabalho do parto dentro de 24 horas.

Caso o parto não tiver iniciado depois de algumas horas e o bebê estiver pronto para nascer, a mulher costuma ser internada no hospital, onde o parto é induzido de forma artificial para reduzir o risco de se infeccionar. Logo após a ruptura das membranas, as bactérias da vagina podem entrar no útero mais fácil, provocando infecção na mulher, no feto, ou nos dois.

A ocitocina, que é responsável por provocar contrações uterinas ou medicamento semelhante, como a prostaglandina, por exemplo, é administrada para induzir o parto. Entretanto, caso as membranas sejam rompidas seis semanas ou mais antes da data prevista do parto. Não é comum o médico induzir o trabalho de parto até que o feto esteja mais maduro.

Se internando em um hospital ou maternidade

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Imagem: UOL

A mulher deve se dirigir ao hospital, caso ocorra a ruptura as membranas. Ou aja contrações fortes a cada seis minutos ou menos que durem um prazo de 30 segundos ou mais. Caso houver suspeita de que as membranas se romperam ou caso o colo do útero esteja dilatando mais quatro centímetros. O ideal é que a mulher se interne.

Caso o profissional responsável pelo parto não tenha a certeza de o parto ter iniciado, a mulher é colocada em observação, tendo o feto monitorado por um prazo médio de uma hora. Principalmente, caso o parto não seja confirmado, ela pode ser liberada para ir para casa.

Quando a mulher é hospitalizada, a intensidade, duração e frequência das contrações são todas registradas. Já o peso, a pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, além da temperatura da mulher são todas medidas. Além disso, amostrar de urina e sangue são coletadas para a realização de alguns exames.

É feito um exame no abdômen, com a finalidade de estimar o tamanho do feto, sua posição e se a cabeça, rosto, nádegas ou ombros estão na frente, conhecido como apresentação.

Posição e apresentação

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Imagem: CordVida

Posições e apresentações afetam a passagem pela vagina. É mais seguro que a combinação se dê da seguinte forma: Primeiramente, a cabeça, voltado para trás (ou voltado para baixo caso a mulher esteja deitada de costas), em seguida, o rosto e corpo de forma angulada, direcionado para a direita ou esquerda.

O pescoço deve estar curvado para frente, o queixo tem que estar recolhido para dentro e por fim, os braços deve estar dobrados sobre o peito.

Sobretudo, com a cabeça vindo primeiro, a apresentação é chamada de vértice ou cefálica. Durante a última ou penúltima semana antes do parto, a maioridade dos fetos dão a volta para a cabeça se apresentar primeiro. Em caso de uma posição anormal, como nádegas ou ombros primeiro, o parto é consideravelmente mais difícil para a mulher, para o feto e para o médico. Assim também, nesse caso, o parto por cesariana é mais recomendado.

Posição e apresentação normais do feto

Antes de tudo, perto do fim da gestação, o feto é movido para a posição de parto. Normalmente, ele se posiciona com a cabeça para trás, com rosto e corpo inclinados para um lado e o pescoço fica fletido, com apresentação cefálica. Dessa forma, um exame vaginal é realizado, de modo que seja determinado que as membranas não se romperam, e também, para saber o quão dilatado e apagado está o colo do útero, que é indicado em forma de percentagem ou centímetro.

Também é observado a cor do líquido aminótico. Ele deve ser transparente e não deve ter odor significativo. Caso as membranas se rompam e a cor do líquido seja verde, ela se deve a primeira evacuação do feto. Um acesso intravenoso é geralmente inserido no braço da mulher durante o trabalho do parto. Ela é usada para que líquidos sejam administrado, evitando a desidratação, e caso necessário, para a utilização de medicamentos.

Acontecendo isso, a mulher não precisa se alimentar nem ingerir líquidos durante o trabalho de parto, mas ela pode optar por ingerir líquidos e alimentos leves no começo do parto. O estômago vazio durante evita que ela vomite. E raramente, o vômito é inalado, normalmente após anestesia. Caso isso ocorra, pode acontecer dos pulmões se inflamarem, que pode ser fatal. Antiácidos são administrados a mulheres que fazem o parto de forma cesariana, com efeito de reduzir riscos de danos aos pulmões, no caso de inalação de vômito.

Monitoramento do feto

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Imagem: Globo

Logo depois da mulher ser internada no hospital, o profissional responsável escuta a frequência cardíaca do feto de forma periódica usando um dispositivo de ultrassom doppler portátil. Ou algum monitoramento cardíaco fetal eletrônico contínuo.

Enquanto o primeiro estágio acontece, a frequência cardíaca do feto é monitorada com aparelhos de ultrassom. Ou de forma contínua por algum monitoramento eletrônico. Isso é feito para determinar se o bebê está recebendo oxigênio suficiente.

Anomalias na frequência cardíaca e variações podem indiciar que o feto está sofrendo. Além disso, a frequência cardíaca da mulher também é monitorada periodicamente.

Alívio da dor

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Imagem: Bebê Abril

Para aliviar a dor bem antes de iniciar o parto, a mulher pode escolher entre fazer o parto natural, que utiliza técnicas de relaxamento e respiração para lidar com a dor. Além disso, outra opção é tomar analgésicos que administrados por via intravenosa ou por fim, um tipo específico de anestesia, local ou regional, caso necessário.

Depois do início do parto, de fato, esses planos podem se alterar, e vão depender da decorrência do processo, de como a mulher vai se sentir e do que o profissional responsável vai recomendar. A necessidade e alívio durante o parto é variável, depende até certo ponto, do nível de ansiedade.

Fazer aulas preparatórias para o parto ajuda a mulher a se preparar para o trabalho de parto e o próprio parto. Esse tipo de preparo e o apoio emocional das pessoas que vão estar presentes no trabalho ajudam no controle da ansiedade.

Uma vez que analgésicos usados durante o parto desacelerem a respiração e outras funções do recém-nascido. A quantidade a ser administrada é a mais baixa possível. A anestesia local dessensibiliza a vagina e os tecidos ao redor de sua abertura.

Em conclusão, ela pode ser dessensibilizada ao injetar um anestésico local através da parede da vagina na área em torno do nervo, dando sensibilidade à parte inferior da área genital. Ele é utilizado no segundo estágio. A anestesia regional faz com que uma área maior fique dessensibilizada. É usada para um alívio maior da dor.

Parto natural

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Imagem: Hemocord

Ele usa técnicas de relaxamento e respiração para controlar dores durante o parto. Dessa maneira, para se preparar, a grávida e o companheiro assistem a aulas de preparação. Num período de seis a oito sessões ao longo de muitas semanas, para se familiarizarem com as técnicas. Também é aprendido as diversas fases de trabalho de parto e do próprio parto.

A técnica relaxante consiste em de forma consciente, contrair parte do corpo e relaxar. Ela ajuda a mulher a relaxar o restante do corpo enquanto o útero é contraído durante o trabalho do parto. Relaxando o corpo e as contrações.

De fato, existem também várias técnicas de respiração que envolve vários tipo de respiração usados em diferentes momentos durante o parto. Durante o primeiro estágio, antes da mulher começar a empurrar, pode ser realizado uma respiração profunda com expiração lenta. Uma respiração rápida e superficial. Ou até um padrão de inspiração e sopro rápido. Para ajudar, nesse sentido, a mulher a evitar empurrar quando sentir necessidade antes da hora.

E então? Gostou da matéria? Confira também: Gravidez Anembrionária – O que é, causa e prevenção

Fontes: MSD Manuals, Revista crescer

Imagem de destaque: Bebê Abril

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