Neuza Back: quem é a 1ª árbitra brasileira na Copa do Mundo?

Neuza Back é brasileira, natural de Saudades, em Santa Catarina e fez história ao integrar a arbitragem feminina na Copa do Catar. Conheça:

A notícia de que um jogo da Copa do Mundo masculina teria um trio de arbitragem 100% feminino causou bastante animação entre os fãs de futebol, especialmente as mulheres. Afinal, depois de 92 anos de história, a maior competição de futebol do mundo finalmente abriu espaço para mulheres na arbitragem, e uma delas é a brasileira Neuza Back.

Back atuou como assistente do jogo da Alemanha contra Costa Rica que aconteceu no dia 1º de novembro. O trio de arbitras ficou completo com a árbitra principal Stéphanie Frappart, da França e a outra auxiliar, Karen Diaz Medina do México.

Com 38 anos de idade, Neuza Back é conhecida pelo seu pioneirismo, que vai além de fazer parte do primeiro trio de arbitras a apitar um jogo da Copa masculina. A seguir vamos conhecer um pouco mais sobre a brasileira e sua história na arbitragem feminina.

Quem é Neuza Back, a primeira árbitra brasileira na Copa?

Neuza Inês Back, conhecida apenas como Neuza Back nasceu no dia 11 de agosto de 1984, na cidade de Saudades, no estado de Santa Catarina.

A catarinense é uma árbitra-assistente de futebol, além de educadora física e atua compondo o quadro de árbitros da FPF, CBF, CONMEBOL e FIFA. Aliás, Neuza marcou a história mais uma vez recentemente, ao compor o primeiro trio de arbitragem 100% feminino em um jogo da copa masculina. E mais do que isso, ela é também a primeira árbitra brasileira a ser selecionada para participar da arbitragem de uma Copa do Mundo. 

Desse modo, Neuza foi a auxiliar em um jogo decisivo pelo Grupo E, que foi disputado entre a Alemanha e a Costa Rica, na qual o time alemão levou a melhor com 4 gols contra 2 do outro time. Segundo especialistas, o jogo foi muito bem apitado pelo grupo formado por Stéphanie Frappart, que foi a árbitra principal, Neuza Back e a mexicana Karen Diaz Medina.

O que é muito importante, dado a relevância dessa arbitragem formada totalmente por mulheres, o que chamou muito a atenção do mundo para conhecer mais dessas mulheres.

Carreira de Neuza Back

A árbitra selecionada para a Copa do Mundo do Catar se formou em educação física e em 2008 terminou o curso de arbitragem. Desse modo, a catarinense estreou no campo em jogos do campeonato catarinense. Como sua atuação teve muito destaque, no ano seguinte ela foi chamada para atuar também em jogos da Série A do Brasileiro masculino.

Neuza teve influencia para seguir carreira na arbitragem do seu irmão, André Back, que também é árbitro e já atuou apitando vários jogos de futebol.

A brasileira chegou ou quadro de árbitros assistentes da Fifa em 2014, e muito antes de ser uma das convocadas para atuar na arbitragem de um jogo de Copa do Mundo, ela já atuou em outras importantes competições internacionais. Como as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro e de Tóquio, em 2020, ela também foi assistente na Copa do Mundo feminina em 2019, e o Mundial de Clubes masculino em 2020, que também foi no Catar. 

Na história de Neuza Back na arbitragem, ela já conquistou muita coisa e tem sido um exemplo para outras mulheres que desejam seguir essa carreira. Back já está ficando acostumada com o pioneirismo, visto que ela também fez parte da primeira equipe feminina a atuar no Mundial de Clubes da Fifa, na Libertadores, e no Brasileirão 2020. Neuza já marcou mais de 100 jogos apenas no campeonato nacional.

Mas agora ela chegou ao topo que um árbitro pode chegar: participar de um jogo da maior competição de futebol, a Copa do Mundo.

Primeira brasileira na Copa do Mundo masculina

Mas agora ela chegou ao topo que um árbitro pode chegar: participar de um jogo da maior competição de futebol, a Copa do Mundo, sendo a primeira brasileira a conseguir tal feito. Assim que recebeu a notícia de que foi escalada para trabalhar na Copa do Catar, Neuza Back deu uma entrevista ao programa da Rede Globo, Encontro com Patrícia Poeta, onde falou sobre o assunto.

Neuza contou a apresentadora sobre a sensação de receber a notícia da própria Fifa que integraria o time de árbitros do torneio mais importante do esporte: “Todo árbitro quando entra no curso de arbitragem, o sonho é a Copa do Mundo. Para mim não era diferente. Sendo mulher, seria um pouco mais difícil. Passou pela cabeça todas as escolhas, todas as sensações”.

Reconhecimento

O reconhecimento é mais do que merecido, já que Neuza participou de um treinamento intensivo pela Comissão de Arbitragem da CBF nos últimos anos. Sendo assim, a brasileira ganhou bastante destaque e isso foi fundamental na sua escolha para atuar na Copa do Mundo masculina.

Aliás, o marco em sua carreira, vem exatamente no ano em que ela completa 18 anos de atividade. “É muito legal estar representando esse grupo de mulheres da arbitragem brasileira, porque o que uma faz repercute no trabalho das outras. Se hoje tenho essa oportunidade, é porque outras profissionais desbravaram esse mundo do futebol. Elas deixaram as portas abertas para que eu pudesse dar sequência nessa caminhada”, comemorou a catarinense em entrevista para a CBF.

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