Maternidade

Sangramento na gravidez – Possíveis causas e os riscos para a gestação

O sangramento na gravidez nem sempre representa algo sério, mas em todo caso deve ser investigado para melhor saúde da mãe e do bebê.

Atualizado em 21/09/2020

Para uma mulher grávida, qualquer tipo de anormalidade já é motivo para se preocupar. Sangramento na gravidez então, nem se fala. Como sabemos, durante a gestação a mulher não menstrua, mas não é incomum que já algum tipo de sangramento durante esse período.

Sendo assim, as manchas de sangue podem ter várias causas. Contudo, dependendo do caso, não há o que se preocupar. Muitas vezes, o sangramento na gravidez é algo simples, e que não apresenta nenhum risco, nem para a mãe nem para o bebê.

Aliás, em alguns casos, o sangramento na gravidez pode ser totalmente normal, principalmente no início da gestação. A preocupação por sua vez é válida, até mesmo para evitar possíveis complicações oriundas desse sangramento. Por isso, em todo caso, é bom informar o seu médico sobre o ocorrido.

Portanto, hoje iremos entender melhor o sangramento na gravidez, as possíveis causas e os riscos que esse sintoma pode representar para a gestação.

Sangramento na gravidez

Clínica Arthe

O sangramento na gravidez pode ser algo bastante comum, principalmente no primeiro mês. E muitas vezes nem representa um risco para a mãe ou o bebê. No entanto, não deixa de ser uma situação preocupante para toda mulher, e obviamente deve ser investigado. Afinal, o sangramento é um sintoma que muitas vezes é associado ao aborto espontâneo.

E essa preocupação é ainda mais forte quando isso ocorre com uma mulher que está fazendo tratamento para fertilidade, ou até mesmo que já sofreu um aborto anteriormente. Sendo assim, independentemente do tipo de sangramento na gravidez, ele deve ser investigado e examinado pelo seu médico.

Ainda mais porque existem diversas situações e causas que podem ocasionar esse sangramento na gravidez. Além disso, há ainda sangramentos que não têm relação com a gestação ou o feto, e pode indicar algum problema de saúde. Portanto, dependendo da causa, um diagnóstico certeiro e antecipado pode ser crucial para a saúde da mulher e do seu bebê.

Sangramento em diferentes fases da gestação

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As fases da gravidez também podem estar relacionadas a maior incidência de sangramentos ou não. Confira a seguir, as principais causas de sangramento na gravidez em cada fase da gestação.

Primeiro mês de gestação

Essa é a fase considerada mais comum para acontecer o sangramento. Isso porque, cerca de quatro semanas depois que há a fecundação, acontece a implantação do embrião na parede do útero. No entanto, esse movimento pode resultar no rompimento de alguns vasos sanguíneos, o causa um leve sangramento, que pode durar de dois a três dias.

Sendo assim, é até comum que esse sangramento seja confundido com a menstruação. Quando o sangramento é causado pelo rompimento desses vasos, o fluxo não é intenso, muito pelo contrário. Ele é caracterizado apenas por vestígios de sangue na calcinha, nada muito alarmante.

Além disso, outros fatores como ato sexual, ultrassom transvaginal ou exame de toque também podem resultar em leves sangramentos. Isso acontece devido ao aumento do fluxo sanguíneo na vagina e no colo do útero. Contudo, nesses casos, o sangramento não representa riscos para o feto.

Primeiro trimestre da gestação

Até o terceiro mês da gestação, outra situação que pode causar o sagramento é o descolamento do saco gestacional, que ainda está se moldado ao útero. Isso pode acontecer por vários fatores, como hormonais ou até mesmo traumas, como acidentes, por exemplo. Nesse caso, o sangramento indica um risco para a gestação e o médico deve ser consultado imediatamente.

Nesse caso, existem dois tipos de sangramento por descolamento, um mais leve e outro mais grave. O leve é quando o sangramento acontece discretamente, e em pequenas quantidades, tendo uma coloração escura, muito a semelhante a uma borra de café. Apesar de não vir acompanhado por cólicas, o sangramento pode durar alguns dias. Se for esse o caso, o repouso será essencial para que o saco se fixe novamente, e evite o processo abortivo.

Já se o sangramento for muito intenso, na coloração vermelho forte, com presença de coágulos e cólicas, pode ser possível que seja um sangramento de aborto.

A partir do terceiro trimestre de gestação

Nessa fase, os sangramentos são bem menos comuns, e por isso são mais preocupantes. Após o quinto mês, uma sangramento pode ser sinal de um problema chamado “placenta prévia”. Isso é, quando a placenta não se fixa no lugar certo, geralmente perto do colo do útero, e não no meio, como é o normal.

Dessa forma, resulta em um sagramento abundante e bem vermelho. Nesse caso não vem acompanhado de cólicas. Apesar de ser difícil de acontecer, pode representar complicações para a gestação. Sendo assim, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor.

No sétimo mês

Na última fase da gestação, o sangramento pode ser causado pelo descolamento prematuro da placenta. Esse tipo de sangramento é mais comum após o sétimo mês e em mulheres que têm pressão alta. O sangramento vem acompanhado de fortes cólicas, contrações persistentes e em uma coloração vermelha bem escura.

Nesse caso, representa um grave risco o bebê, e deve ser tratada o mais rápido possível. Para evitar as chances de parto prematuro, ou se for o caso, utilizar medicamos para amadurecer o pulmão do bebê.

No nono mês

Já no último mês da gravidez, o sangramento já é mais esperado, ainda mais próximo ao dia previsto para o parto. Isso porque o sangramento ocorre geralmente durante o trabalho de parto, acompanhado de contrações. Nesse caso, a mulher deve ser encaminhada para o hospital para realizar o procedimento.

Outras possíveis causas de sagramento

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Além disso, existem outros fatores que podem estar relacionados ao sangramento na gravidez. Como as alterações uterinas, como os pólipos que crescem no endométrico e no colo do útero. Assim como miomas, que são os tumores benignos que se formam dentro do útero.

O sangramento na gravidez também é muito recorrente em mulheres que fizeram tratamento de fertilização in vitro. Como essa técnica de reprodução assistida consiste na transferência de embriões para o útero da mulher, o processo pode resultar em leves sangramentos no começo da gravidez.

Além disso, o uso de anticoagulantes e anti-agregantes plaquetários, infecções na vagina ou no colo do útero também podem causar o sangramento na gravidez. No caso das infecções, é necessário um tratamento médico.

E tem ainda os sangramentos que nada tem a ver com a gravidez ou o desenvolvimento do feto. Podendo ser hemorroidas, que é muito comum, devido ao aumento do fluxo sanguíneo na pélvis, e tende a piorar no fim da gestação.

E por último, o sangramento durante ou após o ato sexual. Isso acontece por três fatores principais: infecção vaginal, feridas no colo do útero, e a intensidade da relação. Nesse último, movimentos muito agressivos podem causar traumas na entrada da vagina e resultar no sangramento.

Portanto, independentemente da causa do sagramento, é indispensável informar o seu médico para ter o tratamento adequado. Em casos menos sérios, apenas o repouso pode descartar qualquer risco para o bebê. Já no caso de complicações, pode ser necessário o uso de medicamentos para reverter o caso.

Enfim, o que você achou dessa matéria? Aliás, aproveite para conferir também as melhores vitaminas e suplementos para engravidar.

Fontes: Bebê Vida Bem Vinda Trovando Fraldas

Imagem destacada: Bebê

Imagens: Clínica Arthe Ficar Grávida Instituto da Saúde da Mulher