Outubro Rosa é muito mais do que uma campanha: é um lembrete cheio de significado sobre o cuidado com a própria saúde. Durante esse mês, o foco está na conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, algo que pode salvar vidas.
Por isso, acompanhar o movimento é uma forma de se informar, inspirar e compartilhar esse cuidado com outras pessoas.
Vamos saber mais sobre isso? Vem com a gente!
O que é e para que serve o autoexame de mama?
O autoexame de mama é uma forma simples de conhecer melhor o próprio corpo e ficar atenta a possíveis mudanças nas mamas.
Ele pode ser feito pela própria pessoa, em casa, diante do espelho, durante o banho ou até deitada, o importante é reservar um momento tranquilo para a observação e o toque.
Esse cuidado tem um papel essencial na detecção precoce do câncer de mama. Ao perceber alterações como caroços, retrações na pele, secreções ou qualquer diferença no formato ou textura das mamas, é possível buscar avaliação médica rapidamente, aumentando as chances de um diagnóstico e tratamento eficazes.
Quando fazer o autoexame de mama?
O autoexame de mama pode ser feito uma vez por mês, sempre de forma regular. O ideal é realizá-lo entre o terceiro e o quinto dia após o término da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis e sem o inchaço comum do período.
Para quem está na menopausa, o recomendado é escolher um dia fixo do mês, assim, o exame se torna um hábito fácil de manter na rotina.
Esse cuidado simples faz toda a diferença. Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres, o que mostra como a observação do próprio corpo é uma poderosa aliada na prevenção e no diagnóstico precoce.
Por fim, vale lembrar que esse exame é indicado para todas as mulheres a partir dos 20 anos. Já a partir dos 40, é fundamental incluir a mamografia nos cuidados anuais, já que esse exame consegue detectar alterações mínimas, muitas vezes imperceptíveis ao toque.
Como fazer o autoexame de mama?
1- Em frente ao espelho
Comece ficando de frente para o espelho, sem blusa nem sutiã. Observe com calma o formato, o tamanho e a cor das mamas. O importante é perceber se há alguma diferença entre elas ou em relação ao exame anterior.
Observe:
- O contorno das mamas com os braços relaxados ao lado do corpo;
- Depois, coloque as mãos na cintura e continue observando;
- Verifique se há alguma alteração na pele, como ondulações, rugosidades, vermelhidão, inchaços ou retrações;
- Veja também a região da auréola e do mamilo, se há descamação, secreção ou mudança na posição;
- Repare se o sutiã tem deixado marca em apenas uma das mamas (isso pode indicar inchaço);
- Por fim, levante os braços e observe se há alguma diferença no movimento das mamas. Também é possível apoiar as mãos na pia e fazer leve pressão, para perceber se há alterações sutis na forma ou textura.
2- Em pé (durante o banho)
O banho é também o momento ideal para essa etapa, já que a pele molhada e ensaboada facilita os movimentos.
Como fazer:
- Mantenha o corpo ereto e levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça;
- Com os dedos da outra mão juntos e esticados, comece a palpar a mama esquerda em movimentos circulares, cobrindo toda a área, do alto até a parte inferior, e do centro até as laterais;
- Em seguida, troque de lado e repita o mesmo processo na mama direita;
- Observe se há regiões mais endurecidas, caroços, dor ou qualquer diferença na textura;
- Pressione suavemente os mamilos e veja se há saída de secreção;
- Aproveite para examinar também as axilas, já que nódulos nessa região podem indicar alterações nos gânglios linfáticos.
3- Deitada
Deitar-se facilita o exame porque espalha o tecido mamário, tornando mais fácil sentir qualquer mudança.
Passo a passo:
- Deite-se confortavelmente e coloque um travesseiro sob o ombro do lado que será examinado;
- Apoie a mão desse mesmo lado atrás da cabeça;
- Com a outra mão, faça movimentos circulares em toda a mama, usando as pontas dos dedos, sem pressa;
- Repita o processo do outro lado, sempre prestando atenção a nódulos, áreas doloridas ou secreções.
Quais são os sinais de alerta no autoexame de mama?
1- Nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor
Esse é o sinal mais comum e está presente em cerca de 90% dos casos de câncer de mama. O nódulo costuma ser firme, com pouca mobilidade e, na maioria das vezes, não causa dor. Mesmo assim, qualquer tipo de caroço diferente do habitual deve ser investigado.
2- Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja
Alterações na textura ou na cor da pele das mamas podem indicar inflamações ou alterações nos ductos mamários. Se a pele estiver mais endurecida, enrugada ou apresentar aparência semelhante à casca de laranja, é importante buscar avaliação médica.
3- Mudanças no bico do peito
O mamilo pode se retrair, mudar de posição, descamar ou apresentar feridas que não cicatrizam. Esses sinais também merecem atenção, principalmente se forem acompanhados de dor ou secreção.
4- Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
Esses carocinhos podem indicar o aumento de gânglios linfáticos, que participam da defesa do organismo. Apesar de nem sempre estarem ligados ao câncer, é importante investigá-los, já que podem sinalizar reações a infecções ou até doenças mais sérias.
5- Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos
A secreção pode variar de cor, transparente, esbranquiçada, amarelada ou até com sangue. Esse tipo de alteração deve ser avaliado por um médico, especialmente se ocorrer em apenas uma das mamas e sem estímulo.
O que fazer caso encontre algo anormal?
Se durante o autoexame for notado algum caroço, alteração na pele, secreção ou qualquer mudança fora do habitual, o mais importante é manter a calma. Nem toda alteração significa câncer, muitos nódulos são benignos e podem estar relacionados a variações hormonais ou outras condições que não oferecem risco.
Ainda assim, é fundamental procurar um ginecologista ou mastologista para uma avaliação mais detalhada. O profissional poderá solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou mamografia, para identificar a causa da alteração.
Por fim, vale lembrar que, quando o câncer de mama é detectado cedo, as chances de recuperação são altas. Por isso, é muito importante manter o acompanhamento médico e realizar o autoexame com regularidade, uma vez que essas são atitudes que fazem toda a diferença.
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