Nos últimos anos, nomes como Ozempic e Mounjaro passaram a ganhar destaque nas conversas sobre emagrecimento. Mas afinal, qual deles oferece melhores resultados?
Embora ambos atuem, originalmente, no controle da glicose e possam favorecer a perda de peso, estudos indicam diferenças importantes na eficácia, nos efeitos colaterais e nas indicações de uso.
Vamos saber mais sobre isso? Boa leitura!
O que são Ozempic e Mounjaro?
Há algum tempo, dois nomes começaram a aparecer com frequência nas conversas sobre emagrecimento: Ozempic e Mounjaro. Apesar da fama recente como “ajudinhas” para perder peso, a verdade é que esses medicamentos não foram criados originalmente para isso.
Tanto o Ozempic quanto o Mounjaro são prescritos, principalmente, para o tratamento do diabetes tipo 2. Eles atuam ajudando o corpo a controlar melhor a quantidade de açúcar no sangue e, como efeito extra, podem reduzir o apetite e trazer uma sensação de saciedade por mais tempo, e é justamente aí que entra o interesse no emagrecimento.
O Ozempic tem como princípio ativo a semaglutida, enquanto o Mounjaro contém a tirzepatida. Ambos imitam hormônios que o corpo produz naturalmente para regular a glicose e o apetite, mas cada um age de forma um pouco diferente.
Em comum, eles pertencem a uma classe de medicamentos injetáveis, aplicados semanalmente, e só devem ser usados com acompanhamento médico, já que podem ter efeitos colaterais e não são indicados para todos.
Quais são as diferenças entre o Ozempic e o Mounjaro?
Embora ambos sejam medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e tenham mecanismos de ação semelhantes, existem diferenças bem importantes entre eles.
De acordo com a endocrinologista Tassiane Alvarenga, o principal fator que distingue o Ozempic do Mounjaro é a composição. O Ozempic tem como princípio ativo a semaglutida, substância que atua mimetizando o hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e promover sensação de saciedade.
Já o Mounjaro contém tirzepatida, que age de forma combinada sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Essa ação dupla pode proporcionar benefícios adicionais no controle glicêmico e, em alguns casos, favorecer uma maior perda de peso.
Além disso, o Mounjaro é mais recente no mercado e, em determinados países, já possui aprovação para o tratamento da obesidade.
O Ozempic, por outro lado, mantém a indicação formal para o diabetes tipo 2, embora a semaglutida também esteja presente no medicamento Wegovy, aprovado recentemente no Brasil especificamente para perder peso.
O que é o Ozempic?
O Ozempic é um medicamento injetável utilizado principalmente no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, auxiliando no controle dos níveis de glicose no sangue. Seu princípio ativo é a semaglutida, uma substância pertencente à classe dos análogos do hormônio GLP-1.
O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo após as refeições, responsável por estimular a liberação de insulina, reduzir a secreção de glucagon e retardar o esvaziamento gástrico, o que contribui para uma maior sensação de saciedade.
Diante disso, ao imitar esse hormônio, a semaglutida favorece tanto o controle glicêmico quanto, de forma indireta, a perda de peso em alguns pacientes.
No Brasil, além do Ozempic, já está disponível o Wegovy, que também contém semaglutida, mas em dosagens específicas para tratar a obesidade em adultos.
O que é o Mounjaro?
O Mounjaro também é um medicamento injetável indicado principalmente para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, auxiliando no controle dos níveis de glicose no sangue.
Seu princípio ativo, como a gente já viu, é a tirzepatida, uma molécula considerada um agonista duplo dos hormônios GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose).
Essa ação dupla é um dos grandes diferenciais do Mounjaro. O GLP-1 atua estimulando a liberação de insulina, reduzindo a produção de glucagon e promovendo saciedade, enquanto o GIP também estimula a secreção de insulina e pode potencializar o efeito do GLP-1, favorecendo ainda mais o controle glicêmico.
Em alguns pacientes, essa combinação resulta também na redução do apetite e, como consequência, na perda de peso.
Qual é o melhor: Ozempic ou Mounjaro?
Um estudo conduzido pela Truveta Research avaliou adultos com obesidade ou sobrepeso que utilizaram ambos os medicamentos. Os resultados indicaram que pacientes que receberam tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) apresentaram maiores taxas de sucesso na redução de peso.
Nos ensaios clínicos do Mounjaro, as perdas variaram, em média, de 5 kg a 11 kg.
Em comparação, dados de estudos da Novo Nordisk sobre a semaglutida mostraram resultados mais tímidos, com reduções médias entre 4,2 kg e 6,3 kg. Levando em conta esses números, o Mounjaro pode demonstrar maior eficácia no emagrecimento, embora essa superioridade dependa do perfil e das necessidades de cada paciente.
Além da questão da perda de peso, alguns relatos indicam que os efeitos adversos do Mounjaro tendem a ser, para alguns pacientes, mais toleráveis.
Contudo, é fundamental destacar que nenhum dos dois medicamentos deve ser utilizado exclusivamente para emagrecimento sem avaliação médica, já que, no Brasil, a tirzepatida (Mounjaro) tem indicação aprovada apenas para o tratamento do diabetes tipo 2.
No caso da semaglutida, há também o Wegovy, recentemente aprovado no Brasil, da empresa dinamarquesa Novo Nordis, para o controle da obesidade. Embora possua o mesmo princípio ativo do Ozempic, o Wegovy apresenta dosagens específicas para o emagrecimento. Ao todo, são 5 dosagens: disponível em cinco dosagens: 0,25 mg, 0,50 mg, 1 mg, 1,7 mg e 2,4 mg.
Por fim, a escolha entre Ozempic e Mounjaro deve ser feita exclusivamente por um profissional de saúde, considerando o histórico clínico. Todo o tratamento deve ser supervisionado por um médico.
E aí, o que achou do nosso conteúdo? Conta pra gente! Aproveite e leia também: 14 mitos e verdades que devemos saber sobre Ozempic
Fonte: Drauzio, CNN Brasil, Dr. Nestor Bertin.

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