Moda

Quem foi Alexander McQueen? História e curiosidades do estilista

Alexander McQueen, revolucionário estilista, inovou o mundo da moda com roupas icônicas, e com seus desfiles que eram um grande espetáculo.

A marca inglesa Alexander McQueen foi fundada em 1992 pelo icônico estilista Lee Alexander McQueen. E logo, a marca ficou conhecida, principalmente, pelas roupas inovadoras com caimento perfeito. Além de seus desfiles impactantes. Em suma, a marca revolucionou o mundo da moda, mostrando que as roupas também podem ser usadas como uma forma de expressão cultural e política.

Ademais, Alexander McQueen nasceu e cresceu em East End, Londres. Aos 16 anos, largou a escola para se tornar um aprendiz de alfaiate em Saville Row, considerada como a rua mais célebre da alfaiataria mundial. O que influenciou bastante a estrutura de suas roupas, que transitava entre o tradicional e o moderno.

Então, no ano de 1990, após concluir um mestrado na Saint Martins, McQueen começou a unir as técnicas de alfaiataria com um estilo inspirado nas ruas de Londres. O que acabou tornando-se sua marca registrada. Inclusive, o estilista já chamou a atenção de grandes players da moda logo no seu desfile de formatura.

Como a Isabella Blow, lendária editora de moda, que comprou toda a coleção de McQueen e ainda convenceu o estilista a usar apenas seu nome do meio, retirando o primeiro nome que era Lee.

Enfim, durante sua carreira, McQueen se tornou um dos mais talentosos e iconoclastas estilistas, graças as suas roupas que exibiam uma alfaiataria impecável, com pequenas doses de humor e rebeldia.

Dessa forma, em 2003, o estilista recebeu da rainha Elizabeth a medalha de cavaleiro como forma de agradecimento por sua contribuição à moda britânica. No entanto, em 2010, Alexander McQueen foi encontrado morto, pondo fim à carreira brilhante do estilista.

 Alexander McQueen: biografia

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda
Vogue

Lee Alexander McQueen nasceu em 17 de março de1969, em Londres. De origem humilde, era filho de Ronald McQueen,um taxista, e de Joyce McQueen. Além disso, era o caçula de seis filhos.  De acordo com McQueen, ele começou a desenhando um vestido na parede quando ele ainda tinha 3 anos. Já aos 15 anos, costumava fazer vestidos para suas três irmãs, para ajudar os pais com as despesas.

Dessa forma, aos 16 anos abandonou a escola e começou a trabalhar como aprendiz de alfaiate na London’s Anderson & Sheppard. Onde fazia ternos sob medida para celebridades, como o Príncipe Charles e Mikhail Gorbachev. Logo depois, começou a trabalhar com figurinos de peças teatrais, onde trabalhou na criação das peças para o clássico “Os Miseráveis”.

Devido ao seu grande talento, mesmo sem ter terminado seus estudos, Alexander McQueen conseguiu uma vaga na sala da famosa professora da Saint Martins, Louise Wilson que era conhecida por descobrir novos talentos.

Show Studio

Enfim, após concluir seu mestrado, McQueen lança sua própria marca de roupas femininas em 1992, onde apresentou sua coleção Jack the Ripper Stalks His Victims no desfile de formatura. No entanto, antes de se formar trabalhou com o estilista japonês Koji Tatsuno em Londres. E, posteriormente, o estilista Romeo Gigli na Itália.

Contudo, seu desfile de formatura foi um grande sucesso, chamando a atenção de grandes nomes da moda, como Isabella Blow, por exemplo. Que comprou toda a coleção e se tornou em uma grande defensora e amiga de Alexander McQueen. Além disso, o grande destaque de sua coleção foram às calças bumster, com a cintura muito baixa, chamando a atenção da mídia.

A brilhante carreira de Alexander McQueen

The Mirror

O estilista dizia que se entendeu como gay quando ainda tinha 6 anos de idade e se assumiu para seus pais aos 18. Então, no ano de 2000, em uma cerimônia em um iate em Ibiza, Alexander McQueen se casou com o documentarista George Forsyth, tendo a modelo Kate Moss como madrinha. No entanto, o matrimônio não foi oficial, pois, na época a união entre pessoas do mesmo sexo não era legal na Espanha.

BBC

Ademais, no ano de 1994, Alexander McQueen revolucionou a moda ao realizar o desfile intitulado The Birds, em homenagem a Alfred Hitchcock. No entanto, para o desfile, McQueen enclausurou o público e a imprensa em um pequeno armazém todo fechado, ao som de pássaros e acidente de carros. Enfim, um verdadeiro cenário de terror. Mas, assim que o desfile começou, o impacto foi grande, impressionando todos os presentes ali.

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda
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Posteriormente, o desfile Highland Rape (“estupro das terras altas”) foi mal interpretado pela crítica. Como as modelos desfilaram com corpetes rasgados e cobertos de sangue falso, acreditaram que se tratava à violação de mulheres. Contudo, era um protesto contra a invasão da Escócia, terra natal do estilista, pela Inglaterra. No fim, o desfile fez com que McQueen se tornasse um estilista de nível internacional.

Em 1996, o estilista foi contratado como diretor criativo da marca francesa Givenchy, onde permaneceu até 2001. No entanto, foi um período muito conturbado para o estilista. Pois, além de trabalhar na Givenchy, também cuidava de sua própria marca, a Alexander McQueen. Além disso, o estilista não tinha liberdade criativa, o que não o agradava muito.

Ademais, entre 1996 e 1997, trabalhou no figurino da turnê de David Bowie. Já em 1997, trabalho na produção da capa do álbum Homogenic, de Björk.

Desfiles icônicos

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda
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Posteriormente, em 2000, sua marca passou a integrar o portfólio da Gucci, que comprou 51% das ações da marca Alexander McQueen, mantendo o estilista no controle criativo. Dessa forma, a marca se expandiu para Nova York, Londres, Milão, Las Vegas e Los Angeles. Alcançando um incrível sucesso.

Além disso, McQueen foi eleito o melhor estilista da moda britânica, recebendo o prêmio Bristish Designer of the Year, concedido pelo CFDA, nos anos de 1996,1997, 2001 e em 2003.

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Ademais, a Alexander McQueen tinha como marca registrada designs audaciosos, com roupas que tinham características que iam do romântico ao sombrio. Além de ter cores escuras combinadas com elementos grotescos e violentos, com toques inspirados no estilo da Era Vitoriana.

Globo

Dessa forma, a marca Alexander McQueen ficou conhecida pelo estilo dramático e originalidade na construção das roupas, trabalhando com os opostos entre vida e morte, luz e escuridão, melancolia e beleza. Como resultado, surpreendia o público com ombros de casacos remodelados, tecidos desgastados combinados com a alta-costura, icônico vestidos, entre outros.

Globo

Graças ao seu amor por teatro, os desfiles de McQueen eram um verdadeiro espetáculo dramático com uma narrativa que desafiava a fórmula das passarelas. Como em 2005, por exemplo, quando o estilista transformou as modelos em peças de xadrez. Sendo que, o jogo simbolizava a rivalidade entre Oriente e Ocidente, além de se inspirar nas cenas de Harry Potter.

Vogue

Enfim, os desfiles do estilista sempre foram interessantes e polêmicos. Posteriormente, a marca foi expandida, passando a produzir coleções masculinas, perfumes e acessórios. Além de uma marca com preços mais acessíveis, chamada McQ.

Vogue

Morte de Alexander McQueen

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda
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Em 2007, McQueen fica extremamente abalado pelo suicídio de Isabella Blow. Como homenagem a sua amiga, ele dedica a sua coleção de primavera.

Ademais, em 2009, sua coleção, Plato’s Atlantis, foi inspirada na origem da espécie (Charles Darwin), onde misturava passado e futuro. Com mulheres com vestidos com a aparência de águas-vivas e sapatos modelo tatu, com 25 cm. Enquanto isso, o background mostrava imagens da brasileira Raquel Zimmermann nua e cercada por cobras.

Globo

No entanto, em 11 de fevereiro de 2010, empregados do estilista o encontram morto em sua casa, após McQueeen cometer suicídio aos 40 anos de idade, ao se enforcar no armário. Sendo que, 9 dias antes, sua mãe Joyce havia morrido em decorrência ao cancro.

Ademais, para McQueen, Joyce era sua melhor amiga e parceira de negócios. Pois, era ela que fazia toda a pesquisa histórica para a construção das peças. Além disso, o estilista já vinha sofrendo com depressão, ansiedade e insônia. Inclusive, se tratava com o psiquiatra Stephen Pereira, que afirmou que o estilista se sentia muito pressionado por seu trabalho. Dessa forma, no dia de sua morte, ele havia consumido cocaína, tranquilizantes e pílulas para dormir.

Vogue

No dia 9 de março de 2010, o estilista apresentaria sua nova coleção na temporada de desfiles de Paris. Ainda faria a estreia de sua segunda grife, a McQ. No entanto, Alexander McQueen cancelou o desfile às pressas, antes de cometer suicídio.

Enfim, muitos famosos usaram sua marca, como Beyoncé, Lady Gaga, Cameron Diaz, Michelle Obama, entre muitos outros. Por isso, sua morte deixou o mundo da moda em luto pela grande perda.

Sucessora da marca Alexander McQueen

Elle

Após a confirmação da morte do icônico estilista Alexander McQueen, Sarah Burton foi anunciada como diretora criativa da marca e sucessora de McQueen. Além de supervisionar o desenvolvimento de todas as linhas da marca.

Em suma, Sarah começou a trabalhar com o estilista 14 anos antes, quando ainda estava na faculdade. Atuando como estilista chefe da coleção feminina, onde permaneceu até 2010. Ademais, Sarah foi responsável pelo vestido de noiva de Kate Middleton, ganhando o prêmio de estilista do ano pelo British Fashion Awards.

Uol

Depois disso, a marca Alexander McQueen se tornou a queridinha de grandes personalidades como a Duquesa de Cambridge, a Duquesa de Sussex, Lily James, Emily Blunt, Cate Blanchett, Charlize Theron, Glenn Close entre outras.

Revista Caras

Testamento de Alexander McQueen

Uol

Após a morte do estilista, alguns boatos surgiram, por exemplo, que Alexander McQueen pensava em se matar com um tiro na cabeça, durante um de seus desfiles. Além disso, em 2014, o livro ‘Champagne supernovas’, de Maureen Callahan, revelou que o estilista havia sido diagnosticado com HIV alguns anos antes. Provavelmente, foi um dos motivos de sua depressão profunda.

Quanto ao testamento do estilista, ele deixou 16 milhões de libras para suas organizações beneficentes preferidas. Como a The Terrence Higgins Trust, um lar para cães e gatos abandonados, o Centro budista de Londres, e a organização beneficente Sarabande, fundada pelo próprio McQueen. Que oferece bolsas para a escola de design onde o estilista estudou.

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda
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No entanto, o que mais chamou a atenção foi à quantia de 50 mil libras que McQueen deixou para seus cachorros. Além do pedido do estilista que escreveu: “Cuidem dos meus cachorros. Me desculpem. Eu amo eles”.

Clutches Icônicas

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda

Um dos produtos mais conhecidos da marca Alexander McQueen são as famosas e icônicas clutches de festa. Em suma, os modelos com caveira no fecho são conhecidos como Skull e possuem formato retangular, com extremidades arredondadas.

Ademais, as clutches de festa são confeccionadas em diversos tipos de materiais, podendo ser lisa, com detalhes metalizados ou bordada.

Por outro lado, há o modelo chamado knuckle, maior do que as Skull, que possui espaço para colocar os dedos parecidos com anéis. Além de detalhes todos trabalhados.

Homenagem no Met Gala

Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda Alexander McQueen: estilista controverso, icônico e gênio da moda

Em 2011, um ano após a morte de Alexander McQueen, durante o famoso Met Gala (The Costume Institute Gala), uma homenagem foi feita para McQueen. Com a exposição intitulada Alexander McQueen: Beleza Selvagem, composta por 100 criações feitas pelo estilista ao longo de sua carreira.

Terra

Enfim, o icônico estilista desafiou o mundo da moda, expandindo seu entendimento, além de usar suas roupas como expressão de cultura, política e identidade. Dessa forma, o surpreendente, arrojado, intenso, inovador, contemporâneo e genial estilista ficou mundialmente conhecido. E suas criações causaram um grande impacto na indústria da moda, chocando e impressionando ao mesmo tempo. E hoje, seu legado continua com as criações da estilista Sarah Burton.

Então, se você gostou dessa matéria, também vai gostar dessa: Jane Birkin: a eterna musa inspiradora da marca francesa Hermés.

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